Virtualização

O que é Virtualização?

O processo de virtualização consiste em aproveitar completamente o hardware existente, executando vários sistemas operacionais em um único equipamento, simultaneamente, emulando diversas estações virtuais em apenas algumas máquinas físicas.

Veja na imagem abaixo como funciona uma máquina física em comparação a um ambiente com virtualização:

Assim, com poucos equipamentos físicos pode-se emular a utilização de muitas estações de trabalho e servidores, economizando recursos importantes que podem ser aproveitados em outras áreas de uma empresa.

Geralmente, durante o processo de virtualização de um ambiente físico, as estações de trabalhos são substituídas por um terminal, que pode ser um Thin Client ou Zero Client.

Principais Benefícios

1) Economia de Energia Elétrica:

Um thin client consome cerca de 10% da energia em comparação a um equipamento físico.

*Valores aproximados

2) Diminuição do Espaço Físico necessário:

Como não será mais preciso instalar CPUs no ambiente, considera-se que seja possível reduzir o espaço físico de um escritório em até 20% em comparação com a rede tradicional.

O thin client pode ser instalado em padrão VESA, atrás do monitor, economizando muito espaço físico.

3) Temperaturas mais baixas:

Um equipamento físico dissipa temperaturas que chegam à casa dos 30ºC em um escritório. Com isso, a utilização de ar condicionado, principalmente no verão, torna-se imprescindível.

Na comparação com este ambiente, um thin client dissipa apenas 5% da temperatura de um computador físico, diversas vezes dispensando a utilização de refrigeração forçada no ambiente.

4) Menos barulho:

Um computador físico bem instalado (ou novo) tem baixa emissão de ruído. Agora imagine que um thin client emita apenas 10% do ruído feito por um computador nessas condições!

5) E mais barato!

Além de todas as vantagens elencadas acima, o thin client é mais barato que um computador novo em cerca de 30%, variando de acordo com a marca e finalidade de cada equipamento.

Thin Clients x Zero Clients

Vamos explicar cada um deles, traçando as principais diferenças entre os equipamentos. Em comum, podemos afirmar que ambos obedecem a estrutura SFF (small form factory), que visa reduzir o tamanho dos equipamentos sem a perda de funcionalidades ou desempenho, além de serem dispositivos de computação projetados especificamente para uma tipologia baseada em cliente x servidor, associados com virtualização de desktops VDI (Virtual Desktop Infrastructure).

Os Thin Clients

Dispositivos Thin Client para VDI são, tradicionalmente, os dispositivos finais de um sistema virtualizado. Os tipos de S.O.s mais comuns rodando em Thin Clients atualmente são o Linux, Windows Embedded (WIN XPe/WES/WES7) e, em menor quantidade, o Windows CE. Com relação à segurança, é extremamente difícil para um Windows Embedded em Thin Client ser infectado por vírus e é impossível para um Linux em Thin Client.

Falando sobre as conexões, os Thin Clients geralmente contêm vários tipos de protocolos de conexão utilizados para VDI. Estas conexões são gerenciadas com um utilitário central (SO nativo), necessário para manter e aplicar as atualizações nesses protocolos.

Esses equipamentos são geralmente configurados usando um modelo de configurações de Thin Client anteriores e, portanto, torna o gerenciamento do dispositivo muito simples. Entretanto, pela grande capacidade e recursos que os equipamentos podem possuir, as atualizações de software são geralmente maiores e podem ser mais freqüentes do que se comparado a um Zero Clients por conta de seus amplos recursos. Mesmo assim, ainda muito menos frequentes do que se compararmos com um PC convencional.

São projetados para atender as necessidades do usuário final, com uma grande amplitude de recursos. Os Thin Clients têm capacidade para possuirem diversos aplicativos instalados, como navegadores, clientes de e-mail, visualizadores de PDF, bem como, de conectividade a qualquer aplicação cliente-servidor do legado da empresa.

Os Zero Clients

Em vez de um sistema operacional, os Zero Clients possuem apenas um processador onboard altamente sintonizado, projetado especificamente para três protocolos VDI (PcoIP , HDX, ou RemoteFX). A maioria dos processos de decodificação e exibição terá lugar em hardware dedicado e, portanto, são mais eficientes do que usar um cliente de software e uma CPU padrão, ou uma configuração de GPU com um Thin Client.

Os Zero Clients ligam em apenas alguns segundos e são imunes a vírus, diminuindo o tempo de inatividade total do dispositivo e aumentando a produtividade para o usuário final. Além disso, requer pouquíssima manutenção e raramente precisam de uma atualização (a menos que haja uma mudança significativa de aprimoramento dos protocolos de VDI ou a atualização relacionada BIOS ocasional).

Estes dispositivos não possuem capacidade de rodar softwares localmente, por isso, só terá aplicações provisionadas a partir do servidor de desktops. Podem lidar com as aplicações mais exigentes em gráficos e suportam a mais alta qualidade multimedia, sendo considerados os equipamentos perfeitos para quem quer trabalhar com imagens e vídeos, um calcanhar de aquiles para os Thin Clients.

Normalmente, a excepcional capacidade gráfica, o ultra-baixo consumo de energia, o fast boot-up e gerenciamento fácil são as características que as pessoas consideram ao decidir implantar um Zero Client.